Operador Nacional do Sistema Elétrico orienta implementação do horário de verão no fim deste ano.
Foto: Reprodução/ Vinícius Schmidt
Na última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou a adoção do horário de verão para o fim deste ano. A medida — quando os relógios são adiantados em uma hora, geralmente entre outubro e fevereiro — está suspensa desde 2019.
De acordo com a instituição, o horário de verão faz parte de um conjunto de medidas para mitigar possíveis déficits de energia no momento de maior consumo de eletricidade durante o chamado período seco — entre março e abril, podendo se estender até novembro, a depender do ano —, quando o baixo volume de chuvas afeta o nível dos reservatórios. No ano passado, o ONS havia recomendado a volta do horário, mas a decisão foi vetada pelo governo.
O ONS, em nota, voltou a destacar que a adoção de um novo horário “é uma decisão política do governo”. Porém, lembrou que, a depender das projeções de atendimento para os próximos meses, a adoção do horário de verão pode, eventualmente, ser recomendada ao CMSE como uma ação imprescindível.
Segundo apuração do site O Globo, fazem parte do Comitê representantes do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), além do próprio ONS.
Além do horário de verão, o ONS sugeriu medidas adicionais, como a antecipação da entrada em operação de térmicas contratadas no leilão de reserva de capacidade de 2021, que inicialmente entrariam em operação em 2026. A expectativa é que essa ação possa suprir a demanda com cerca de 2 GW a partir de agosto de 2025. Há ainda outras ações sugeridas, como a preservação dos recursos hídricos para atravessar o período seco e a necessidade de conclusão de quatro linhas de transmissão com previsão de entrega ainda em 2025.
Fonte: Ceará Agora



