Telescópios registram momento em que estrela é engolida por buraco negro

 Telescópios registram momento em que estrela é engolida por buraco negro
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“Quando uma estrela azarada se aproxima demais de um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia, a extrema atração gravitacional exercida pelo buraco negro desfaz a estrela em finas correntes de matéria”, afirmou Wevers.

Quando alguns desses finos fios de material estelar caem no buraco negro durante o processo de espaguetificação, um clarão brilhante de energia é liberado – o que pode ser detectado pelos astrônomos.

“Descobrimos que, quando um buraco negro devora uma estrela, pode lançar uma poderosa explosão de material para o exterior, que obstrui nossa visão,” afirmou Samantha Oates, também da Universidade de Birmingham.

Essa explosão de material criava uma cortina de poeira que dificultava a visão do clarão de luz. Dessa vez, os cientistas conseguiram enxergá-lo porque acompanharam o evento de ruptura de marés desde “cedo”. Eles observaram o fenômeno por 6 meses.

Neste ano, pesquisas sobre buracos negros foram premiadas com o Nobel de Física. Os cientistas Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez dividiram o prêmio, de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões).

Penrose, professor da Universidade de Oxford, previu matematicamente que a teoria geral da relatividade levava à formação de buracos negros.

Já Genzel e Ghez deduziram a existência, observando o espaço, de um objeto compacto supermassivo no centro de nossa galáxia. Um buraco negro supermassivo é, hoje, a única explicação conhecida para isso.

Genzel é afiliado ao Instituto Max Planck para Física Extraterrestre – que, assim como o ESO, fica em Garching – e à Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Ghez leciona na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA); a cientista é a quarta mulher a ganhar um Nobel em Física na história do prêmio (desde 1901).