“Corno safado”: Câmara de Santa Quitéria chifra a população com a sua falta de decoro

 “Corno safado”: Câmara de Santa Quitéria chifra a população com a sua falta de decoro
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Diz o primeiro parágrafo do artigo 82, do Regimento Interno – documento que dita o funcionamento da Câmara Municipal de Santa Quitéria, que cabe a perda do mandato, ao vereador que procede de modo incompatível com a dignidade da Câmara ou faltar com o decoro parlamentar, na sua conduta pública. É extremamente grave, no entanto, maioria dos vereadores jamais leram este documento ou sequer sabe do que se trata decoro parlamentar.
O legislativo quiteriense vive a maior regressão da sua história. Outrora ocupado por homens e mulheres de instinto público – e não deixa de ter ainda, em raras exceções -, em datas de hoje, o presidente de um poder rasga qualquer requisito ético e ataca pessoas, sejam colegas ou eleitores, que não rezem na sua cartilha.

Nesta sexta-feira (13), os quiterienses – conhecedores da improdutividade da Casa, nem vão mais às sessões -, tiveram a oportunidade de assistir ao “educado” momento em que Haroldo Martins Filho manda o colega calar a boca e chama Manjado Timbó de corno safado.

Tudo isso porque Manjado o confrontou e criticou, no que a Tribuna ampara, sobre diárias que estariam sendo pagas de maneira irregular. Estranha-se o comportamento de tal, irritado com este questionamento e dizendo que não devia satisfação a ele, apenas aos seus 1.224 eleitores. Na verdade, Haroldo, você deve explicações a mais de 45 mil pessoas, população estimada que – infelizmente ou felizmente – depende da sua atuação.
Não surpreende a sua conduta, quando ano passado, também xingou uma pessoa que se encontrava no auditório, chamando-o de “merda” e outros adjetivos de baixo calão.

O que acontece da porta da Câmara para fora, a nada interessa aos quiterienses. Entristece, no entanto, é a forma como a reputação de Santa Quitéria é jogada no lixo pelos seus representantes, sem qualquer dificuldade, e amplamente estampada nas ruas, redes sociais e meios de comunicação como uma chacota.

De farra de diárias, venda de mandato, baixo calão e interesses escusos, o legislativo quiteriense já provou disso tudo, num passado recente. Aos vereadores, a certeza de esquecer como se nada tivesse ocorrido. Ao povo, o dever de limpar esta sujeira, com a força de uma água sanitária e o poder de uma urna.

Avoz de Santa Quitéria