Butantan conclui entrega de documentação para pedido de uso emergencial da CoronaVac; Anvisa divulga resultado neste domingo

 Butantan conclui entrega de documentação para pedido de uso emergencial da CoronaVac; Anvisa divulga resultado neste domingo
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Mais um capítulo para chegada da vacina contra a Covid-19: o Instituto Butantan terminou de entregar todos os documentos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) necessários para o pedido de uso emergencial da CoronaVac no Brasil. Segundo o Instituto, as informações adicionais, que ainda estavam foram entregues na nessa sexta (15).

Uma reunião da Anvisa decidirá neste domingo (17) sobre os pedidos feitos para uso de duas vacinas contra a Covid-19 que foram testadas no Brasil: a CoronaVac e a vacina da Fiocruz, desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

Para acelerar a chegada das vacinas a todos os municípios cearenses, o governador Camilo Santana informou que o Governo do Ceará preparou um plano de logística que irá utilizar transporte aéreo e terrestre para a entrega das doses.

Parte das seringas e agulhas adquiridas para garantir a vacinação contra a Covid-19 a população está armazenada no Centro de Distribuição de Medicamentos da Secretaria da Saúde do Estado, em Maracanaú. Camilo afirmou que o Ceará já está com tudo preparado para iniciar a vacinação assim que as doses chegarem.

O pedido para uso emergencial da CoronaVac foi protocolado pelo Instituto Butantan no dia 8 de janeiro, junto ao resultado da terceira fase de testes da vacina no Brasil, mas a agência solicitou mais documentos. O prazo para a análise do pedido de registro emergencial de uma vacina é de dez dias.

Eficácia da CoronaVac

Os testes da CoronaVac no Brasil foram feitos em 12.508 voluntários – todos profissionais de saúde da linha de frente do combate ao coronavírus – e envolveram 16 centros de pesquisa.

A vacina registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no país, índice que aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela OMS, e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é de 50%.