Camilo Santana é um dos 16 governadores que vão tentar novo mandato em 7 de outubro
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Camilo Santana é um dos 16 governadores que vão tentar novo mandato em 7 de outubro
Diante de números tão negativos, que poderiam afetar a preferência dos eleitores,
Santa Quitéria Notícias Santa Quitéria - CE
Postada em 07/08/2018 ás 09h22
Camilo Santana é um dos 16 governadores que vão tentar novo mandato em 7 de outubro

O governador Camilo Santana (PT) é um dos 16 Chefes de Executivos Estaduais que disputam, no dia 7 de outubro, um novo mandato. Camilo, a exemplo dos demais governadores, enfrentou um quadriênio de queda brusca nas transferências de recursos federais e redução na arrecadação tributária. Como maior agravante no caso do Ceará, Camilo pegou, ainda, uma prolongada estiagem que já se estende por seis anos.


Ao longo dos quase quatro anos do primeiro mandato, Camilo Santana recorreu ao diálogo para driblar adversidades, manteve em dia o salário dos servidores estaduais, instituiu uma política de promoções na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, neutralizando, assim, o ambiente de insatisfação na corporação e, aos poucos, retomou investimentos na Grande Fortaleza e no Interior do Estado.


O diálogo de Camilo Santana permitiu, ainda, a abertura de um canal de negociação com o Governo Michel Temer após o impeachment da aliada Dilma Rousseff. As negociações foram conduzidas pelo Presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB), que conseguiu viabilizar recursos e obras para o Ceará. Uma das obras que o Governo do Estado deu continuidade, com recursos federais intermediados pelo senador do MDB, é o Cinturão das Águas. Outra obra importante é o VLT de Fortaleza.


Uma reportagem do Jornal O Estado de São Paulo mostra que, “mesmo sem conseguir equacionar a crise que marca as finanças nos Estados, com queda de arrecadação e aumento de despesas com itens como a folha de pagamento de servidores públicos, a maioria dos governadores vai disputar a reeleição neste ano”. Nos 26 Estados e no Distrito Federal, 16 governadores vão tentar um novo mandato nas eleições 2018 – o maior número desde o pleito de 2006, quando 17 apostaram na reeleição.


De acordo, ainda, com a reportagem, “em um período de três anos, as contas dos Estados saíram de um resultado positivo de R$ 16 bilhões para um déficit de R$ 60 bilhões no fim de 2017”. Além de gastos em alta, conforme o levantamento do Jornal O Estado de São Paulo, a maioria dos governadores que sairá com vitória das urnas em outubro terão de herdar também os efeitos de uma das piores recessões da história recente do País, que custou aos Estados R$ 278 bilhões entre 2015 e 2017.


Diante de números tão negativos, que poderiam afetar a preferência dos eleitores, a explicação dada por analistas é de que existe uma desvinculação dos Executivos estaduais do cotidiano da população, acostumada a culpar mais as gestões municipais e federal pelos problemas na prestação de serviços e na administração do caixa público. “Os governos estaduais são essencialmente prestadores de serviço e administradores de parte da infraestrutura do Estado”, disse o cientista político Fernando Schüler, do Insper.


“Isso faz com que o índice de reeleição dos governos seja favorável”, afirmou Schüler. Segundo ele, o fato de os Estados não serem responsáveis por formular políticas econômicas, questões como o desemprego acabam não sendo vinculadas aos governadores. “Mesmo com um presidente mal avaliado, o governador pode oferecer retórica positiva que o afaste da crise”.


A deterioração das contas atinge a maioria das administrações, mas é mais nítida em Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte – onde desde 2015 falta dinheiro para pagar em dia os salários de quase 100 mil trabalhadores com vínculos com o Executivo local e o décimo terceiro de 2017 ainda não foi depositado para quem ganha acima de R$ 4 mil. Como alternativa, o governador Robinson Faria tem recorrido ao Fundo Financeiro do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais. Desde que assumiu o cargo, em 2015, ele já sacou R$ 1 bilhão desse fundo.


Filiado ao PSD, Faria é um dos atuais governadores que vai se lançar à reeleição, desta vez embalado por uma coligação de 12 partidos, entre eles, o PSDB, PRB, PTB e PR. Procurado, o governador não falou sobre a situação do Estado até a conclusão desta edição. Mas, durante a convenção que confirmou seu nome ao governo potiguar, disse que o enfrentamento da crise o impediu de entregar as obras prometidas.


O fato de os governadores não serem identificados com as crises, na avaliação de Schüler, ajuda partidos nacionalmente afetados pela recessão, como é o caso do PT. “Apesar de todas as questões do PT, seus governadores vão bem nas pesquisas, mesmo que nacionalmente o partido tenha recuado”, afirmou ele. É o caso do governador da Bahia, Rui Costa (PT), que tentará mais quatro anos. “Não posso comentar a decisão dos outros 15 governadores, mas tenho a convicção de que tomei a decisão acertada. Atendi à vontade de um grande grupo político e da maioria dos baianos, que tem avaliado positivamente minha gestão”, afirmou ele.


No Rio de Janeiro, por exemplo, além de ter ocorrido atrasos nos pagamentos de salários e aposentadorias, a redução dos investimentos foi de 62% em 2016, segundo o último boletim sobre situação fiscal dos Estados feito pelo Tesouro Nacional.


A economista Vilma Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, disse que nos últimos oito anos, enquanto os investimentos totais dos Estados recuaram 3,1%, o gasto com pessoal avançou 4%. Ela lembra que houve um desencontro entre receitas, que apresentam um comportamento cíclico, e despesas, que são constantes.


 
FONTE: Ceara Agora
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